As Charangueiras – Gustavo Dragunskis.
Bloco formado por mães celebra 12 anos com grande festa no domingo pré-carnaval, 8 de fevereiro
No dia 8 de fevereiro (domingo), o bloco As Charangueiras vai fazer a alegria na Savassi, no pré-carnaval de Belo Horizonte, com concentração às 9h e muita música das 10h às 14h, na Rua Paraíba (esquina com Antônio de Albuquerque), celebrando 12 anos com uma homenagem inédita: o sertanejo feminino, com músicas de Roberta Miranda, passando pelo legado de Marília Mendonça, até a nova geração de Ana Castela, além de outros sucessos do feminejo que ajudaram a colocar as mulheres no centro do “modão”, da sofrência e das canções que o Brasil inteiro canta junto.
Formado exclusivamente por mães, o bloco virou referência no pré-carnaval da capital mineira por unir bateria feminina, repertório para todas as idades e um clima de festa familiar. Criado em 2014 por um grupo de 15 mães que buscavam um espaço seguro para tocar e levar os filhos, o coletivo cresceu e hoje reúne cerca de 60 integrantes, reafirmando em 2026 a mensagem que guia o desfile: “Carnaval é coisa de mulher”.
Ao longo da trajetória, As Charangueiras também se tornaram conhecidas por transformar a avenida em uma grande celebração de mulheres que marcaram a cultura. O bloco já prestou tributos a nomes como Carmen Miranda, Frida Kahlo, Clara Nunes, Wanderléia, Ivete Sangalo e, mais recentemente, levou para a rua homenagens como Rita Lee (2024) e Elba Ramalho (2025), com fantasias alusivas às figuras homenageadas e um repertório pensado para fazer o público cantar do início ao fim.
Em 2026, a escolha muda o foco e amplia o alcance. Pela primeira vez, o tributo não será a uma artista específica, mas a uma cena inteira: o movimento do sertanejo feminino, que abriu porteiras, reescreveu letras, lotou shows e colocou a voz das mulheres no topo das paradas.
“Essas mulheres mudaram a história do sertanejo — e a gente quer colocar isso na rua, com alegria, com potência e com a cara do Carnaval de BH. A Ana Castela representa a nova geração que chegou com tudo, a Marília Mendonça é um ícone que virou referência afetiva e musical para o Brasil, e a Roberta Miranda é uma das pioneiras, uma mulher que abriu caminho quando ainda era muito mais difícil. Cantar e tocar esse repertório em bloco, com mães e crianças junto, é celebrar o que elas conquistaram — e o que ainda vamos conquistar”, afirma Ana Andrade, fundadora e diretora d’As Charangueiras.
Diferente do formato tradicional, em que o público acompanha o trio em deslocamento, As Charangueiras fazem um desfile “parado”, pensado para acolher quem quer curtir a folia com mais conforto e segurança. Com foco em toda a família, o bloco reúne um público que vai das crianças aos avós, incluindo pessoas com mobilidade reduzida, e transforma a rua em uma festa democrática e para todos. “A gente recebe muita criança e pensa em cada detalhe para que elas possam aproveitar junto com os responsáveis, sem aperto e sem correria. O bloco parado vira um encontro: dá para dançar, cantar, brincar e ver de perto a bateria. E pensamos também naqueles que têm dificuldade de locomoção, que podem curtir a festa tranquilamente”, explica Ana Andrade, fundadora e diretora do bloco. Para completar o clima lúdico, personagens icônicos também entram na folia, com a presença de Moana, Elsa (Frozen) e outras “princesas” que fazem a alegria da criançada durante a manhã de pré-carnaval.
Músicas para todos
Neste ano, As Charangueiras levam para a rua a força do sertanejo feminino, mas o repertório vai muito além do “modão”: por receber um público com grande presença de crianças, o bloco também inclui canções infantis e passeia por sucessos da música brasileira e internacional, transformando o encontro em uma festa completa, que agrada do pequeno folião ao adulto que quer cantar junto. “No começo, eram os pais que traziam as crianças para curtir com a gente. Hoje eu brinco que, muitas vezes, as crianças viraram a ‘desculpa perfeita’ para os pais se divertirem, porque o que acontece aqui é uma grande festa para todo mundo, sem distinção”, finaliza Ana Andrade.
Charanguinha para iniciar os trabalhos
Antes da apresentação oficial d’ As Charangueiras, a Charanguinha entra em cena para abrir o cortejo e preparar a chegada das mães: trata-se de uma bateria formada pelos filhos das Charangueiras, criada para conduzir os primeiros momentos de folia. A iniciativa teve seu primeiro ano em 2017 e, atualmente, reúne 15 crianças, que executam um repertório de músicas para aquecer o público e dar o tom da abertura antes da entrada da bateria principal.
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Serviço
As Charangueiras — Desfile oficial no Carnaval 2026
- Data: 8 de fevereiro (domingo)
- Horário: Concentração: 9h | Desfile: 10h às 14h
- Local: Rua Paraíba, esquina com Antônio de Albuquerque (Savassi, Belo Horizonte)
Ensaios abertos ao público
- Terças — 19h30 às 22h
- 20 de janeiro — Rua Iraí, 235, Luxemburgo
- 27 de janeiro — Rua Iraí, 235, Luxemburgo
- 3 de fevereiro — Rua Iraí, 235, Luxemburgo
- Sábados — 9h às 11h30
- 24 de janeiro – Barragem Santa Lúcia
- 31 de janeiro – Ensaio no Palácio das Mangabeiras (R$ 10 via Sympla ou na bilheteria física no local – crianças até 6 anos não pagam)
- 7 de fevereiro – Barragem Santa Lúcia
